03/07/2014
Coreia do Norte: a miragem "injustiçada"
A Coreia do Norte permanece o último bastião do totalitarismo stalinista no mundo. O regime marcado por veemente lavagem cerebral de seus cidadãos e completa inexistência de liberdades individuais, contém todos os ingredientes de subjugação das massas que o nazi-fascismo, o stalinismo e o maoismo trouxeram ao mundo: militarização, culto à personalidade, campos de trabalhos forçados para pessoas consideradas opositoras ao regime, controle estatal da vida privada, ausência de liberdade religiosa e ocultação da miséria social pela propaganda triunfalista do Estado.
Não são poucos os pseudo-marxistas que apoiam a Coreia do Norte no Ocidente. Muitos dos seus devotos costumam afirmar que o sistema político norte-coreano é algo exemplar para o mundo; uma república democrática, que merece ser compreendida. Iludidos, essas pessoas não perceberam que na terra da dinastia Kim, não teriam a liberdade e manifestação de opinião, como a que existe em um país democrático.
Analisando as leis norte-coreanas, percebemos que na teoria há uma concordância em não violar certos direitos inalienáveis da população. Verificando o artigo 31 da Constituição da República da Coreia Popular, constatamos que "o Estado deve proibir o trabalho infantil sob a idade mínima estipulada"[1]. Nesse mesmo artigo, diz que os norte-coreanos poderão trabalhar a partir dos 16 anos. Parece ser até verdade, isso, mas segundo um levantamento da Human Rights Watch[2], o governo pratica punição coletiva aos supostos infratores contra o Estado. Efetivamente, o que foi dito anteriormente, tem como sua consequência, o trabalho escravo de milhares de cidadãos, incluindo crianças, em campos de prisioneiros, ou também conhecido como gulag norte-coreano, aonde são obrigados a enfrentar condições deploráveis e trabalho forçado.
No artigo 15 está escrito que "a Coreia do Norte deve defender os direitos democráticos nacionais, de norte-coreanos no exterior e de seus direitos reconhecidos pela lei internacional"[3]. Embora muitos propagandistas do regime queiram passar essa imagem romântica, outros países também totalitários se diziam democráticos, como é o caso do Kampuchea Democrático de Pol Pot[4]. Por qual razão não observamos cidadãos, comuns, norte-coreanos viajando para diversas partes do mundo? Isso estaria violando o artigo 75, o qual afirma que "todos os cidadãos poderão residir e viajar para fora do país"[5]. Existem dois tipos de norte-coreanos em países internacionais: o primeiro são os refugiados e fugitivos, e o segundo são os diplomatas.
Já no artigo 66 diz que "todos os cidadãos que tenham atingido 17 anos têm o direito de eleger e de ser eleito, independente de sexo, raça, tempo de residência, ocupação, condição de propriedade, educação, filiação partidária, opiniões políticas ou religião"[6]. A única reflexão política existente na Coreia do Norte é a filosofia Juche, fora dela não vemos ideias puramente marxistas, liberais ou conservadoras. Um documentário da BBC[7] mostra que a principal biblioteca norte-coreana só possui um livro escrito em inglês. Alguns centros de solidariedade com a Coreia Popular, publicaram matérias salientando que os norte-coreanos possuem domínio na língua inglesa e na literatura internacional.
O artigo mais polêmico é o 68. Nele está redigido que "os cidadãos têm liberdades para seguir quaisquer crença ou religião. Este direito é concedido ao ser aprovada a construção de edifícios religiosos e a realização de cerimônias religiosas"[8]. É interessante notar que não existem atividades proselitistas no país. A ditadura norte-coreana é acusada de ser o país que mais persegue cristãos. Ainda sim existem pessoas que afirmam que existem igrejas, atuando de forme livre, no país.[9] Vamos fazer um exercício mental: se para haver realização de cultos e construção de templos, são necessárias aprovações do Estado, então essas igrejas existentes são subordinadas pelo regime e não de forma independente. Ou seja, os cristãos perseguidos são os que não obedecem o estado totalitário.
A Coreia do Norte é mais uma farsa do ramo marxista. Karl Marx e Engels nunca defenderam totalitarismo, militarismo ou gulags. Dizer isso é faltar com a verdade. Esse país é apenas Capitalista de Estado[10]. Conceder interdependência ou afagos com essa ditadura, tende ter coragem ou mau-caratismo.
REFERÊNCIAS:
[1] http://www1.korea-np.co.jp/pk/061st_issue/98091708.htm#Chapter 1:Politics
[2] http://www.hrw.org/world-report/2014/country-chapters/north-korea
[3] http://www1.korea-np.co.jp/pk/061st_issue/98091708.htm#Chapter 1:Politics
[4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Kampuchea_Democr%C3%A1tico
[5] http://www1.korea-np.co.jp/pk/061st_issue/98091708.htm#Chapter 1:Politics
[6] http://www1.korea-np.co.jp/pk/061st_issue/98091708.htm#Chapter 1:Politics
[7] https://www.youtube.com/watch?v=q6mC7K-cy0w
[8] http://www1.korea-np.co.jp/pk/061st_issue/98091708.htm#Chapter 1:Politics
[9] https://www.flickr.com/photos/mytripsmypics/8590993753/
[10] http://en.wikipedia.org/wiki/State_capitalism
26/06/2014
O totalitarismo ultrachauvinista da Coreia do Norte
Por Bertone Sousa
A Coreia do Norte permanece o último bastião do totalitarismo stalinista no mundo. O regime marcado por veemente lavagem cerebral de seus cidadãos e completa inexistência de liberdades individuais, contém todos os ingredientes de subjugação das massas que o nazi-fascismo, o stalinismo e o maoismo trouxeram ao mundo: militarização, culto à personalidade, campos de trabalhos forçados para pessoas consideradas opositoras ao regime, controle estatal da vida privada, ausência de liberdade religiosa e ocultação da miséria social pela propaganda triunfalista do Estado.
Desde 1910, a Coreia havia sido uma colônia japonesa. O "comunismo" no país iniciou ainda em 1945, após a expulsão dos japoneses e ocupação soviética. Nessa região norte da península, o "comunismo" se mesclou a elementos nacionalistas engendrando uma mistura perigosíssima de ideologias totalitárias de esquerda e direita. Kim-Il-Sung, primeiro ditador do país, se destacou na guerrilha contra os japoneses e ascendeu à liderança com o apoio de Stálin. O novo Estado ganhou autonomia em 1948 após as forças soviéticas deixarem o país. Dois anos depois, Kim convenceu seu mentor Stálin a apoiá-lo num ataque ao Sul. A guerra foi interrompida três anos depois (já que oficialmente nunca foi assinado um armistício).
Desde o fim da União Soviética no início dos anos 1990, o isolamento político e econômico cada vez maior da Coreia do Norte tem levado o país a manifestações periódicas de ódio aos Estados Unidos e ameaças de ataques nucleares. Em nenhum outro país "comunista" o culto à personalidade de um ditador foi tão duradouro e chegou a extremos tão beligerantes como na Coreia do Norte. Embora não se encontre nas obras de Marx qualquer menção à glorificação de líderes, em todos os lugares onde o "comunismo" se impôs, quer por revolução, quer por invasão, esse expediente não apenas foi instituído como ainda se tornou a causa maior de perseguições, genocídios e extermínios.
Embora o regime norte-coreano inculque em seus cidadãos o ódio aos Estados Unidos, é contra esses mesmos cidadãos que o regime volta sua face mais violenta. No país onde pessoas são condenadas e executadas por possuírem bíblias (confira aqui e aqui), seguir uma religião não autorizada pelo Estado totalitário pode ser um passo decisivo na abreviação da própria vida. Embora o país professe o ateísmo, na prática há uma religião estatal fortemente arraigada em torno da veneração a Kim-Il-Sung.
O documentário a seguir foi produzido neste ano pela BBC e é um importante registro acerca das idiossincrasias do regime norte-coreano. O documentário mostra a Coreia como um Estado ultra-nacionalista ao estilo do Reich nazista; menciona inclusive a admiração que Kim-Jong-Il tinha por Hitler. Longe de basear-se em ideias de Marx, cujos livros são pouquíssimos conhecidos no país, o regime norte-coreano se manifesta como um autocracia militarista muito semelhante ao fascismo. Sem permissão dos guias, a equipe também registra a miséria social que o Estado esconde a sete chaves. O repórter também entrevista alguns refugiados na Coreia do Sul. Uma mulher afirma que a lavagem cerebral começa no útero e as pessoas acostumam a se curvar diante da estátua de Kim-Il-Sung todas as manhãs. Numa visita à biblioteca na capital, o repórter pergunta pelo livro 1984, de George Orwell que, como já era de se esperar, não existe no país. Para quem conhece a novela de Orwell, uma distopia que retrata a monstruosidade que se tornou o Estado soviético sob Stálin, encontrará notáveis semelhanças também aqui.
Cristiano Alves: o inimigo do povo
Recentemente neste blog, eu escrevi um artigo no qual descreve a relação entre Cristiano Alves, autor de A Página Vermelha com Olavo de Carvalho, "filósofo" e editor do site Mídia Sem Máscara. Apesar deles terem ideologias antagônicas, ambos remam para o mesmo caminho: o da ignorância e do extremismo. Se para um tudo que o critique é comunista para o outro tudo que contrarie seus pensamentos é anticomunista e fascista.
Cristiano Alves insiste em acreditar na propaganda soviética de que León Trotsky colaborou com os nazistas. Essa afirmação passaria em branco se não houvesse um erro crucial. Se o Partido Nazista tinha na sua norma um antissemitismo inigualável, posto que todos os judeus seriam enviados para campos de contração, por qual motivo Adolf Hitler iria colaborar com um judeu, dado que Trotsky era um. Basta ver que o nome verdadeiro dele era Lev Davidovich Bronstein. [1][2][3]
Segundo Cristiano, as tropas de León Trotsky perfuraram o ânus do capitão Rosinsky na Guerra Russo-Polonesa de 1921. Ora, os soldados do Exército Vermelho de Stálin também penetraram o ânus de centenas de milhares de mulheres alemãs. [4]
Outra afirmação absurda é que o holodomor, ou também conhecimento como holocausto ucraniano, não pode ser equiparado a um, uma vez que a ONU só reconhece o holocausto judaico e armeno. O Khmer Vermelho de Pol Pot, também dizimou mais de 2 milhões de pessoas, e a ONU não considera isso como um holocausto. Isso vai invalidar algo? Não importa a classificação, tanto Pol Pot quanto Stalin tinham o objetivo de exterminá-los.[5]
Se fosse o Tribunal de Nuremberg fosse realmente sério, ele iria julgar outros responsáveis por atrocidades como Harry Truman, Winston Churchill, Iosif Stálin, Laventiy Beria, Ion Antonescu e tantos outros que autorizaram massacres e genocídios.
Até 1955, antes do discurso de Khruschev, era compreensível um ser defender Stalin e sua cúpula. Hoje, isso torna-se impraticável, visto as atrocidades cometidas por esse sujeito.
Stálin mais manchou a ideologia marxista do que contribuiu. Graças ao queridíssimo, o "comunismo" é sinônimo de totalitarismo.
[1] http://www.jewornotjew.com/profile.jsp?ID=23
[2] http://www.jewwatch.com/jew-leaders-trotsky.htm
[3] http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005681
[4] http://rense.com/general19/redarmy.htm
[5] https://www.hmh.org/ed_Genocide_Cambodia.shtml
[5] https://www.hmh.org/ed_Genocide_Cambodia.shtml
25/06/2014
Cristiano Alves: o Olavo de Carvalho da esquerda
Este artigo é uma resposta a um pseudo-marxista chamado Cristiano Alves, autor de A Página Vermelha. Em uma das discussões que eu travei com esse sujeito, notei seu exacerbado jeito mitomaníaco, acusando-me de ser um "anticomunista" e outras nonsenses. Num ímpeto de má-fé, o stalinista tacanho decidiu contrariar fatos e exprimir panfletagens sobre Stalin.
Segue a resposta:
Cristiano Alves é autor de um site chamado "A Página Vermelha, no qual dedica-se escrever sobre o "comunismo". É descrito no Manifesto Comunista que o comunismo é a última fase do socialismo, ou seja, uma sociedade sem Estado. Apesar de se autoproclamar um marxista, possuí fortes tendências ao stalinismo/totalitarismo, aonde observamos loas não somente ao tirano soviético, mas também para seus asseclas como Mao Tsé Tung, Enver Hoxha e os ideólogos da filosofia Juche. Sua posição política apresenta um fanatismo ultra-extremista, posto que ninguém pode criticar seu líder totalitário. Apesar disso, seu site vem conquistando muitos seguidores que acreditam em ex-toureadores travestidos de historiadores.
Assim como Olavo de Carvalho, Cristiano Alves tenta ganhar seus debates e discussões através de falácias e ad hominens. Ambos são notórios conspiracionistas, porém, cada um se esquivando para o lado da sua ideologia.
Se para Olavo tudo é comunismo, para Cristiano tudo que reme contra Stalin é anticomunismo ou fascismo.
Se para Olavo tudo é comunismo, para Cristiano tudo que reme contra Stalin é anticomunismo ou fascismo.
Como todo bom stalinista, Cristiano Alves demonstra um ódio inigualável aos velhos bolcheviques, e principalmente a León Trotsky, opositor de Iosif Stalin. Seu site é dedicado em "desmistificar" fatos. Mesmo que isso lhe custe todo seu tempo, ainda busca promover o stalinismo como figura exemplar do marxismo. Todo aqueles que leram o Manifesto Comunista tem a certeza de que os intelectuais alemães jamais tutelaram nenhum totalitarismo, extermínio de etnias ou gulags. De nada adianta citar isso como prova que Stalin nunca foi um marxista. Cristiano Alves mentiu tanto para si mesmo que acabou por acreditar em seus delírios.
Uma das suas terríveis afirmações foi que o holocausto ucraniano, isto é, o holodomor foi uma propaganda nazista contra os soviéticos. Seria a mesma coisa que declarar que o holocausto judaico foi uma propaganda sionista afim de conquistar seu direito de ter um país. Ainda sim, Cristiano tenta destrinchar o holocausto utilizando imagens, em um de seus vídeos, da época que houve fome na Rússia em 1921, afirmando que fora pego pelos nazistas como prova do holodomor. Um estudo de Anne Applebaum revela que Stalin mais matou ucranianos do que Hitler matou judeus, que pode ser acessado neste site. Cristiano Alves se vangloria de que Stalin foi pioneiro na luta contra o racismo, todavia seu magíster tentou exterminar todo o povo ucraniano.
Depoimento de sobreviventes:
Correção ao título do vídeo: "O extermínio de ucranianos pelos comunistas".
Corrigido: O extermínio de ucranianos autorizado por Stalin.
E quem foi Iosif Stalin?
Quem se lembra ainda dos versos que, exalando o odor mesclado de incenso e de sangue, cantavam, há três quartos de século, o gênio sobre-humano de Iosif Stálin? Um poeta, perdido na sua doida corrida aos epítetos, esmagado pela sua impotência para encontrar as imagens dignas do seu modelo, exclamava:
Os narradores não sabem mais a quem te comparar,
Os poetas já não têm pérolas suficientes para te descrever.[1]
A quem, na verdade, comparar o incomparável? Alguns se esquivavam a esta dificuldade insuperável erguendo o secretário-geral ao estatuo do Criador do Universo.
Ó você, Stálin, grande chefe dos povos,
Você que fizeste nascer o homem,
Você que fecundas a terra,
Você que renovas os séculos,
Você que entranças a Primavera...[2]
Um outro versificador punha aos pés desse deus pancriador do Universo inteiro:
As estrelas da alvorada obedecem à tua vontade.
O teu gênio incomparável ascende até aos céus.
A tua penetração sonda as funduras do oceano. [3]
E ainda elevava este novo senhor do cosmos para lá das esferas galáticas:
Stálin, você é mais alto
Do que os altos espaços celetes,
E só os teus pensamentos
São mais altos do que você...
O seu espírito, Stalin, é mais luminoso do que o sol. [4]
Um certo Prokofiev, homônimo do compositor, exclamava:
"Stalin... e não acrescento nada... Tudo está incluído neste nome de tal forma imensa. Tudo: o partido, a pátria, o amor, a imortalidade. Tudo". [5]
O Massacre de Katyn, do qual Cristiano Alves também nega, foi arquitetado sob pedido de Lavrentiy Beria, o braço direito de Stálin. O autor de A Página Vermelha utiliza a citação de um conspiracionista chamado Viktor Ilyukhin[6], no qual apresenta argumentos efusivos e vazios para negar a participação dos cérebros soviéticos nesta operação.
Assinatura de Lavrentiy Beria[7], solicitando um pedido a Stalin para iniciar o massacre.
O poder de Stalin não se concentrava somente na União Soviética. Em países próximos houve extensiva repressão stalinista. A Mongólia é um exemplo. O número total de pessoas mortas durante esse expurgo está entre 22-30 mil pessoas. No final dos anos 30, a Mongólia tinha a população equivale a 700.00-900.000 pessoas[8][9][10]. Nos tempos da Guerra Civil Espanhola, a NVKD, junto com o Partido Comunista, começaram uma enorme repressão contra trotskyistas. Andres Nin, Secretário-Geral do Partido Marxista Unificado dos Trabalhadores fora torturado e morto.[11] [12]
Vítimas da purga stalinista na Mongólia. Peljidin Geden, primeiro-ministro dentre 1932-1936 foi uma das vítimas. Seu sucessor, Anandyn Amar, primeiro-ministro dentre 1936-1939 também morreu.
André Nin, paladino da causa antifascista
Para justificar que León Trotsky era um "anticomunista", Cristiano Alves nos coloca um artigo escrito chamado "Why I Agreed to appear Before the Dies". Distorcendo completamente a acepção, Cristiano cria um espantalho. A razão pela qual Trotsky queria comparecer nessa comissão era utilizá-la como tribuna, da qual iria exprimir todas as atividades da NVKD contra ele e seus correligionários. Ainda deixou claro que seria contra a proibição do Partido Comunista dos EUA. Sob essas condições, foi negado o visto de entrada de Trotsky para ir aos Estados Unidos. James P. Cannon, um trotskyista estadunidense, rejeitou completamente essa ideia de que Lev Davidovich era um "agente do imperialismo"[13]
Cristiano costuma condenar o "culto à personalidade" para artistas como Lady Gaga, salientando que se fosse os ditadores do qual ele morre de amores, todos iriam partir para xingamentos e condenações. A cantora da qual ele crítica, não obriga ninguém a comparecer nos seus shows e venerá-la. Já com Stálin, Kim Jong Un, Mao Tsé Tung e Adolf Hitler, quem não os cultuava eram enviados para campos de concentração ou gulags. Vladimir Lenin condenou quaisquer tipo de veneração ou culto.
Outro ponto que o pseudo-marxista se orgulha, é o fato de que Stálin tem um túmulo com o qual carrega dezenas de rosas todos os anos em que faz aniversário. Para Cristiano, isso faz de Stalin um grande herói. Uma realidade curiosa é que a sepultura de Rudolf Hess atraia tantos fanáticos que foi preciso desmantelar, para não se tornar um local de peregrinação. Se com Hess é assim, imagine com Adolf Hitler![14]
Cristiano Alves presta solidariedade com a Coreia do Norte, outro país totalitário de influência stalinista que os pseudo-marxistas amam glorificar. Em seus artigos em A Página Vermelha, vemos repúdio à ditadura fascista de 1964-1985, entretanto, a beatificação de um regime militarista draconiano de Kim Jong Un. Ainda sim insiste em afirmar que o país tem moldes democráticos, sugerindo que há oposição ao partido do ditador.[15] Cristiano Alves concede interdependência com o ditador deste país:
Stalin sem sombras de dúvidas foi um formidável Generalíssimo, conseguiu vencer facilmente a Finlândia de Carl Mannerheim. A verdade é que Cristiano Alves, não admitindo o fracasso militar de Djugashivilli, parte para os ad hominens, isto é, xingamentos no melhor estilo Olavo de Carvalho.
A Finlândia, na chamada Guerra da Inverno, contou com o número esse número:
* 250.00 soldados[16]
* 30 tanques[17]
* 130 aeronaves
-
A União Soviética:
* 998.100 soldados[18]
* 6.541 tanques[19]
* 3.800 aeronaves
-Vítimas finlandesas:
* 26 662 mortos.[20]
* 39.886 feridos.
* 1000 capturados.
-
Vítimas soviéticas:
* 126.875 mortos ou desaparecidos[21]* 1000 capturados.
-
Vítimas soviéticas:
* 264.908 feridos
-
Uma das maiores catástrofes militares da história foi dirigida pelo "Generalíssimo" Stalin e Kliment Voroshilov. Comparar Gueorgui Zhukov, Konstantin Rokossovsky, Vassily Chuikov, Mikháil Frunze, Semion Timoshenko e León Trotsky com Stálin é digno de lástima.
O complô dos médicos, mais uma paranoia de Stálin, foi causada pelo próprio, pois segundo Hruschov ele queria organizar um novo grande expurgo. A Noite dos Poetas Mortos, foi um exemplo do caráter antissemita que Iosif Djugashivili desenvolveu, aonde 13 judeus foram injustamente torturados e executados em 12 de Agosto de 1952, por conta de atividades contrarrevolucionárias e por suposta espionagem.
Para tentar desmoralizar seus adversários que criticam Stalin, a miragem marxista exprimi que aqueles que objurga Stalin "mais falam de si do que dos outros". Além, é claro, de rotulá-los de "anticomunistas". Um ser que acha que Stalin é um marxista, fica clara a desonestidade intelectual e falta de conhecimento perante os pensamentos de Marx & Engels. É mais uma falácia de centenas que há no site desse sujeito.
Se de um lado existe conspirações contra León Trotsky, do outro há contra Stalin. Segundo o livro de Viktor Suvorov "O grande culpado", Iosif Djugashivilli tinha o plano de iniciar a II Guerra Mundial. E muitas outras, o envenenamento de Vladimir Lênin, a morte do escritor Maxim Gorki e o suspeito óbito de Nadhzeda Krupskaya, esposa de Vladimir Ulianov.[23][24][25]
Stalin ainda desempenha um papel presente na Rússia pela constante propaganda que o envolvia e por recentemente ser transformado como herói nacional. Um texto da Escola de Frankfurt sobre a indústria cultural, descreve perfeitamente este impacto na sociedade.[26][27]
Roy Medvedev, um historiador de origem russa, cujo o pai foi enviado para o gulag, demonstrou em um artigo no The New York Times, o que o "professor" de milhões de operários fez:[28]
- Um milhão de presos ou exilados entre 1927-1929, falsamente acusados de serem sabotadores ou membros de partidos da oposição;
- De nove a onze milhões de camponeses mais prósperos expulsos de suas terras e outros 2 a 3 milhões presos ou exilados na campanha de coletivização forçada no início da década de 1930. Acredita-se que muitos deles tenham sido mortos;
- Seis a sete milhões de mortos na fome punitiva infligida sobre os camponeses, entre 1932 e 1933;
- Um milhão de exilados de Moscou e Leningrado, em 1935, por pertencer a famílias de antigos nobres, comerciantes, capitalistas e autoridades do governo;
- Cerca de um milhão de executados no “Grande Terror” de 1937-1938 e outros 4 a 6 milhões enviados para campos de trabalhos forçados, de onde a maioria, incluindo o pai de Medvedev, não retornou;
- Dois a três milhões enviados aos campos por violar absurdamente rígidas leis trabalhistas impostas em 1940;
- Pelo menos dez a doze milhões de “reprimidos” na Segunda Guerra Mundial, incluindo milhões de soviéticos alemães e outras minorias étnicas forçosamente realocados;
- Mais de um milhão de presos por motivos políticos desde 1946 até a morte de Stálin em 1953.
Deportações também não eram uma novidade. A Operação Priboi dentre 24-29 de Março de 1949, ocasionou a deportação de mais de 90.000 letões, estonianos e lituanos, todos eles rotulados de "inimigos do povo". Na verdade eram de Stalin.[29]
Um dos depoimentos mais tristes foi da esposa de Nikolai Bukharin, Anna Larina. Ela permaneceu por 20 anos no gulag, por ser familiar de um expurgado. Ficou 18 anos sem ver seu filho. Anna dedicou toda sua vida para tentar reabilitar seu marido. Somente em 1988, 50 anos após a morte de Bukharin, ela conseguira esse feito. Emocionada, fez um discurso no Congresso que comemorava o centésimo aniversário de Nikolai.[30]
Stalin conseguiu dizimar quase todos os velhos bolcheviques que participaram da revolução. Cristiano parece não se comover ou ter pena deles.
Por mais tolo que falso marxista é, ainda tem algum laivo interessante quando faz boas análises sobre Karl Marx, Friedrich Engels e Vladimir Lênin, entretanto parecem ser minusculas ao lado do oceano de mentiras e sandices que ele defende.
Existem dois vrag narodas ou dois inimigos do povo: o primeiro é Stalin e o segundo seus sequazes.
Para finalizar, deixo aqui uma frase de Vladimir Lênin.
REFERÊNCIAS:"Stálin é brusco demais, e este defeito, plenamente tolerável em nosso meio e entre nós, os comunistas, se coloca intolerável no cargo de Secretário Geral. Por isso proponho aos camaradas que pensem a forma de passar Stálin a outro posto e nomear a este cargo outro homem que se diferencie do camarada Stálin em todos os demais aspectos apenas por uma vantagem a saber: que seja mais tolerante, mais leal, mais correto e mais atento com os camaradas, menos caprichoso, etc. Esta circunstância pode parecer fútil tolice. Porém eu creio que, desde o ponto de vista de prevenir a divisão e desde o ponto de vista do que escrevi anteriormente sobre as relações entre Stálin e Trotsky, não é uma tolice, ou se trata de uma tolice que pode adquirir importância decisiva."[31]
[1] JACQUES, Jean Marie. Stálin, pp. 13
[2] JACQUES, Jean Marie. Stálin, pp.13
[3] JACQUES, Jean Marie. Stalin, pp.13
[4] JACQUES, Jean Marie. Stálin, pp.14
[5] JACQUES, Jean Marie. Stálin. pp.14
[6] http://en.wikipedia.org/wiki/Viktor_Ilyukhin
[7] http://pt.wikipedia.org/wiki/Lavrentiy_Beria
[8]http://books.google.com.br/books?id=GXSpPMuJLRgC&pg=PA58&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false
[9]http://www.nytimes.com/1991/10/23/world/mass-buddhist-grave-reported-in-mongolia.html
[10] http://users.erols.com/mwhite28/warstat5.htm#Mong2
[11]http://books.google.com.br/books?id=HqBcAwAAQBAJ&pg=PA294&lpg=PA294&dq=NVKD+in+Spain&source=bl&ots=mRN0zwkoXD&sig=ZiEBDZYFdZWhHAtL4hCUqCsd6XY&hl=pt-BR&sa=X&ei=Vj2rU766BcWL8QG_34HQBQ&ved=0CDUQ6AEwAg#v=onepage&q=NVKD%20in%20Spain&f=false
[12]http://www.marxists.org/archive/nin/
[13] DEUTSCHER, Isaac. Trotsky o profeta banido. pp.537
[14]http://www.dw.de/t%C3%BAmulo-de-rudolf-hess-%C3%A9-destru%C3%ADdo-para-p%C3%B4r-fim-%C3%A0-peregrina%C3%A7%C3%A3o-neonazista/a-15257357
[15]http://apaginavermelha.blogspot.com.br/2011/12/obituario-va-com-honra-camarada-por.html
[16] Juutilainen & Koskimaa (2005), p. 83
[17] Palokangas (1999), p. 318
[18] 425,640 men on 30 November 1939. 550,757 men on 1 January 1940 and 760,578 men by the beginning of March. 998,100 men. 20 divisions one month before the war and 58 divisions two weeks before its end in Leningrad Military District.
[19]Kurenmaa and Lentilä (2005)
[20]Finnish detailed death casualties: Dead, buried 16,766; Wounded, died of wounds 3,089; Dead, not buried, later declared as dead 3,503; Missing, declared as dead 1,712; Died as a prisoner of war 20; Other reasons (diseases, accidents, suicides) 677; Unknown 137.
[21] Kantakoski (1998), p. 260
[22]Enver Hoxha, Com Stalin (Tirana: Ed. 8 Nëntori, 1979) pp.92
[23]http://www.masas.nu/Boton-%20P.O.R-CERCI/Massas%20del%20Brasil/Cr%C3%ADmes%20de%20Stalin.pdf
[24]http://www.dailymail.co.uk/news/article-2139527/Vladamir-Lenin-poisoned-Joseph-Stalin-Russian-communism-founder-bumped-political-rival.html
[25]http://www.manole.com.br/o-grande-culpado-o-plano-de-stalin-para-iniciar-a-segunda-guerra-mundial-pr-4825-183996.htm
[26] http://files.jcmontteiro.webnode.com.br/system_preview_detail_200003610-48139486b6-public/Propaganda%20Stalinista%201.jpg
[27] http://www.portugues.rfi.fr/mundo/20130305-60-anos-depois-de-sua-morte-stalin-vira-heroi-na-russia
[28] http://www.nytimes.com/1989/02/04/world/major-soviet-paper-says-20-million-died-as-victims-of-stalin.html
[29]http://www.mfa.gov.lv/en/policy/history/briefing-papers/briefing-paper4/
[30]http://gulaghistory.org/exhibits/days-and-lives/prisoners/16
[31] http://www.marxists.org/portugues/lenin/1923/01/04.htm
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